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O outro lado da traição


Normalmente, sempre ouvimos o lado de quem foi traído em um relacionamento nunca sabemos o que acontece com a outra parte envolvida na situação.  Hoje abri espaço para receber o depoimento de uma leitora que viveu o outro lado da traição, sim estou falando em ser amante!  E aí pessoal? O que torna tão interessante uma relação assim???


“Nem tudo na vida é como se quer, quando comecei a me relacionar com Lucas* também não era exatamente o que eu queria. Ele era casado. Foi do tipo de coisa que não tem explicação, uma atração irresistível, uma química incrível. Começou com um chopp inocente depois do trabalho e terminou por mudar nossas vidas 180º.

Inicialmente nos víamos esporadicamente, um chopp + motel depois do trabalho, até um final de semana em que a mulher dele viajaria e ele me chamou pra ficarmos juntos (na casa dele). Não sei exatamente o que houve, mas algo mudou naqueles dias (ou só se intensificou), não só pra mim, pra ele também. Sabendo que não poderia me apaixonar por ele, mantinha certa distância, não ligava, fingia não ouvir determinadas coisas... mas depois desse final de semana as coisas mudaram dramaticamente.

Trabalhávamos próximos na época, depois desse findi ele ia me buscar todo dia depois do trabalho, ficávamos juntos até umas 21h, quando ele me deixava em casa. Passamos a conviver como um casal de namorados qualquer, até que a situação começou a me incomodar. Muito. Comecei a sair. Virava a semana em festas, baladas, bebia muito, tentando ignorar meus pensamentos. (Exclusividade??? Algumas vezes ele pediu. Nunca dei, imagina rsrs.) Acredito que por insegurança ele passou a querer falar da matriz, confesso que por vezes a sensação de superioridade em relação à ela me envaidecia, então o deixava falar mesmo. Não tinha nada contra ela não (cheguei a conhecê-la, fui apresentada como amiga dele), era uma disputa velada mesmo. Claro, muitas vezes ela suspeitou da traição, algumas vezes ligava quando estávamos juntos, certa vez quase deu um flagra na traição (dele né), acho que isso só incinerava mais a relação rsrs.

Depois desse período já não estávamos na mesma sintonia, eu já não estava mais tão apaixonada e ele só falava no divórcio (pensava eu que ele nunca faria isso sem falar comigo antes). Fomos passar um final de semana numa praia próxima. Tudo ia muito bem, até que domingo ele me acorda e me leva na sacada da pousada, abre a porta e avisto um outdoor com pedido de casamento (pieeeeeeeeeegas que dói), então me contou que havia se separado e que quis me fazer uma surpresa. Depois de passar o choque botei todas as cartas na mesa e "terminei" o que tínhamos oficialmente, mas por muito tempo não conseguimos seguir em frente, o sexo era bom, incrível, uma química que se encontra uma ou duas vezes na vida. Ainda sinto falta daquele sexo, ah, como sinto, nunca mais encontrei nem parecido.

Esse período, pós "pedido de casamento" foi extremamente destrutivo, terminamos uma relação que tinha sido muito legal por três anos, brigados. Já fazem uns cinco anos e nunca mais nos falamos.

Não posso falar de forma alguma que foi uma experiência negativa, amadureci 20 anos em 3. Tivemos momentos incríveis, mas estávamos em situações e momentos distintos, tudo nasce, amadurece e morre, inclusive relacionamentos. Minha única mágoa é ter chegado ao fim brigados , mas acho que nunca conseguiríamos ser amigos, mesmo rsrs.

Antecipando a resposta de uma pergunta padrão (que sempre ouço quando conto isso): Tenho consciência sim, mas quem tinha compromisso era ele, não eu, se ele não estava se importando, quem era eu pra me incomodar?

E que venham as pedradas.
Gi, 32a.”


*Tem uma história pra compartilhar? Mande para v.nuaecrua@bol.com.br



Como estou hoje


Absolutamente abandonei o blog nesses últimos dias, tenho uma justificativa bem plausível para esse completo descaso, alguns dias atrás comentei sobre a minha internet não estar lá essas coisas, pois bem, semanas passadas ainda continuo com o mesmo problema... A manutenção aparece, troca todas as peças, fios e parafusos e quando vão embora vejo que tudo está do mesmo jeito ou pioraram ainda mais a situação! Haja paciência!  Além desse transtorno, tenho passado por uma crise de preguicite aguda, caso grave que vem me impedindo de postar para vocês e também passei muitas horas fora de casa, literalmente batendo perna por aí.
 Hoje passei a tarde vendo uma dessas comédias românticas que como diria um amigo, tipo “água de salsicha”... Minhas adoráveis ex-namoradas é um filme bem “bonitinho”, daqueles não recomendados para quem está bem desprovido de atenção, então imaginem no que deu... Choradeira! É pessoal por incrível que pareça tenho sentimentos. 
O filme conta a história de um fotógrafo de celebridades Connor Mead (lindo de morrer!) que adora liberdade, diversão e mulheres, nesta ordem. Um solteirão convicto! Às vésperas do casamento de seu irmão mais novo, quando está prestes a arruinar a união, Connor recebe a visita dos “fantasmas” de suas ex-namoradas que o levam a uma hilariante e reveladora odisséia, visitando seus desastrosos relacionamentos do passado, presente e futuro! Juntas tentarão descobrir o que transformou Connor num idiota insensível e se ainda há esperança dele encontrar o verdadeiro amor ou se é uma causa perdida… Isso somente concretizou toda a lacuna que estava em mim essa última semana.
Quando ela chega, não dá para fingir sua presença. Vem com vontade e pede toda sua atenção. Não tem hora marcada, não tem dia apropriado, não faz distinção. Ela te encontra, independentemente se você é homem ou mulher, magro(a) ou gordo(a), bonito(a) ou feio(a). Simplesmente aparece, sem ao menos ser convidada. E o pior: costuma exigir tratamento VIP, com direito a presentes, bebidas e chocolates, muitas vezes. O nome da visita? Carência. Um sentimento que, não necessariamente, condiz com a realidade, mas que traz uma sensação muito verdadeira de vazio para quem resolve abrir a "porta da casa".
Carência é igual a uma epidemia. Todas as mulheres têm latente em si coisas parecidas que podem variar, mas basicamente é: “Eu quero alguém!”, “ninguém quer nada sério”, “quero que ele volte”, “ele não me entende”, etc.. A carência está solta e fora de controle e passando de uma para outra. Qual mulher que não passou por isso? Tudo vai bem, existe alegria no coração, o relacionamento está ótimo, o trabalho era o que queria e, de uma hora para outra e sem explicação lógica, a mulher cai numa tristeza, carência e aborrecimento enormes? As mulheres são muito loucas mesmo, tiro isso por mim... Admito que esteja carente de carinho, envolvimento, comprometimento, reconhecimento e de amor!

Trailer do filme para darem uma olhadinha...

Há mais sapos que príncipes...

Sofrendo por amor


Nesses últimos dias cheguei à conclusão: tem muita gente sofrendo por amor! Pior de tudo, pedem conselhos e apoio para minha ilustre pessoa, meu Deus devem estar realmente num estado deplorável, para acharem que posso dizer alguma coisa útil para a vida de alguém. Todo mundo sabe que sou completamente doida em relação a relacionamentos, tenho mil teorias, pontos de vista e blá, blá, blá... O mais importante nesse momento é aceitar que os relacionamentos acabam! Agora se está vivendo aquela fase da “fossa”, segue algumas dicas para sofrer com estilo e dignidade entrando no verdadeiro clima do dramalhão mexicano...
1. COLOQUE UMA MÚSICA PRA ENTRAR NO CLIMA:
Toda fossa precisa de uma música-tema, mas nada de “Garçom”! A sua dor é séria, profunda e traumática… ela merece algo realmente triste. A sugestão pra esse momento de agonia é colocar uma música bem triste quanto “Unbreak my heart” da Toni Braxton. A letra é bem melosa e você ainda pode se inspirar em algumas cenas do clipe para ter sua crise de choro.
2. VÁ DIRIGIR, DAR UMA VOLTA, AREJAR A CABEÇA E…
Leve seu cartão de crédito! Na volta você vai ter que comprar algumas coisinhas. Mas ande como um louco! Isso mesmo: curvas fechadas, pé no acelerador e freio na última hora. Alterne com momentos de apoiar o cotovelo na janela e fazendo clipe com aquela carinha de sofrimento. Para ouvir no rádio, enquanto isso é claro que você precisa ter um tema para a dor, a sugestão é ouvir o nosso rei Roberto Carlos! 
PS: Foi muito difícil achar esse vídeo com o Rei cantando em português!!!!
3. PASSE NO MERCADO E COMPRE ALGUMAS COISITAS BÁSICAS:
Essa é uma das partes mais importantes para curar sua tristeza, é não se sinta superficial em ir fazer umas comprinhas, nesse momento elas são necessárias... Precisamos de alguns acessórios para poder criar um ambiente aconchegante e afável para seu vale de lágrimas...
Como provavelmente vai passar alguns dias na cama chorando, o primeiro item é um travesseiro confortável e decente! Compre logo do mais caro que é o mais adequado nessas circunstâncias, nem pense em economizar nesse momento, lembre-se é para sofrer com estilo.

 
Sorvete nesse momento é indispensável, compre vários potes de diferentes sabores. O importante é comer o pote inteiro com uma colher bem grande sentada na frente da TV.
 
Precisa ver casais felizes, histórias de amor, ouvir trilhas sonoras melosas. Para conseguir tudo isso de uma única vez, recomendo que compre o DVD do filme Ghost. 
Ahhhhhhhhh! Compre um rocambole também, será muito útil mais adiante...
4. CHORE APOIADO EM ALGUMA COISA:
Ao chegar em casa, bata a porta com toda força que tem, vire e encoste  suas costas. Faça biquinho de choro e agora deslize suas costas flexionando as pernas. Quando chegar à metade do caminho dê um grito profundo, não esqueça de bater a cabeça e cair sentado numa posição de completo abandono... Hahahahaha

5. SIMULE UM SUICÍDIO:
Pelo amor de Deus!!! Não é pra se matar de verdade. Abra a embalagem do rocambole comprado anteriormente e retire a faca plástica. Posicione o instrumento próximo ao seu pulso, mas de maneira nenhuma corte alguma veia seu Mané, lembre-se que é só uma SIMULAÇÃO! Comece repetindo: “Eu vou me matar! Eu vou me matar! Mas fulano de tal (acrescente o nome do infeliz) não merece a minha morte!”. Repita quantas vezes seu coração mandar esse mantra.

6. PARTA PARA O COMBATE:
Dê vazão ao sentimento de revolta dentro de você! Parta para o quebra-pau! Mas não banque o franco-atirador (ou o feminino disso, seja lá o que for). Primeiramente, deve amedrontar o oponente: jogue pratos, copos, vasos e outro objeto frágeis contra a parede, novamente CONTRA A PAREDE, isso vai criar a impressão de que é uma criatura devastadora e completamente desequilibrada. Agora vá para cima, se começar a levar a pior, tome distância e inicie a agressão verbal, explore os pontos fracos do outro como: “uma pessoa que tem chulé só pode agir assim ou alguém com o cabelo desse jeito não poderia esperar outra atitude.” Gente quanta bobagem!

7. ABRA O MAIOR BERREIRO!
Ganhando ou não a briga, recomendo que nesse momento para fechar com chave de ouro abra o maior berreiro! Chore compulsivamente – sem dar piti, agora só o choro interessa e tem que ser de soluçar!
Uns 40 minutos está bom. Nos 10 minutos finais, se tiver uma companhia… melhor. Ligue para alguém ou vá para até a casa da sua vizinha. Limpe sua alma dos últimos fragmentos de raiva, ódio e algum outro pecado capital que ainda existe em você.
8. NÃO ESTOU NEM LIGANDO:
O jeito é fingir que não está nem ligando. Não a quem sofra por amor descentemente se não passar por essa fase. É o momento de sair de casa, ir para a balada ou barzinhos, cantar, dançar e curtir muito como se nada estivesse acontecendo. Não vou sugerir álcool, cigarros e drogas para ajudar na cena, porque fazem mal a saúde.
Requebre, mexa o esqueleto! “Tô nem aí” da Luka é o seu mantra. E tem outra, você sempre vai achar pessoas, que também estão sofrendo, dispostas a fazer o mesmo e passar por cima deste momento difícil.
9. MARQUE UM DIA PARA O FIM DA FOSSA:
Arrumar o cabelo, comprar um sapato novo, começar uma dieta ou um plano de atividade física. Novos projetos são fundamentais para você sair da fossa. Porque o luto é importante, mas continuar vivendo é fundamental!

Agora é bola pra frente! 
 




Mulher: material perigoso

Como homens e mulheres se preparam para uma festa


Interessante! Na minha região, quando há um grande evento ou uma festa em determinada data, os homens passam o dia bebendo, se embriagando, farreando, pulando de bar em bar, fazendo churrasco. Eles costumam adentrar a noite na farra, até bem poucas horas antes de começar o tal evento. Ao chegarem em casa, tomam um banho, lavam o cabelo, comem algo (não necessariamente comida), vestem qualquer coisa, passam um perfuminho, e pronto!

As mulheres são beeeeeeeeeeeem diferentes. Primeiro porque passam o dia no salão de beleza fazendo unhas, depilando pernas e tentando dar um look novo nos cabelos (geralmente é só alisá-lo um pouco e colocar umas luzes ou mechas). No salão se passa o dia inteiro, ou na fila, ou na cadeira. Há outras mais simples que passam o dia na casa das amigas com uma prancha na mão. Primeiro prancham seus cabelos e depois o das amigas. É uma farra só! Há umas mais simples ainda que passem o dia todo de toca na cabeça para que o cabelo fique "estiradinho" à noite e torcendo para que não chova.

Quando as mulheres terminam a sessão de beleza, umas poucas horas antes do evento, vão pra casa e aí começa a outra parte da tortura, primeiro porque nem comem, pois correm o risco de não entrarem no vestido ou na calça justíssima. Tomam um banho do pescoço pra baixo, pois molhar o cabelo está fora de questão. Escolhem demoradamente uma roupa e depois vem a maquiagem. Pronto! Agora elas estão preparadas para passarem algumas horas desfilando numa festa.

Enquanto isso, os homens que passaram o dia bebendo, continuam bebendo e vão terminar bêbados, sem se importar com o visual. E as mulheres têm que agüentar os namorados dessa forma, elas como princesas, eles como sapos.

Por Cafajeste Romântico que será nosso colaborador fixo para os dias de quarta!
email do blog: v.nuaecrua@bol.com.br 







Sapatos masculinos e femininos


Por que erramos?


O que julgamos ser óbvios, quase nunca é em verdade.

O que julgamos ser verdade, quase nunca é em absoluto.

O que julgamos ser absoluto, quase nunca é pra sempre.

O que julgamos ser pra sempre, quase nunca vai além do amanhã.

O que julgamos ser até amanhã, quase nunca chega lá de fato.

Quando julgamos, quase sempre o fazemos com os nossos sentimentos, sem ter o conhecimento de todo o contexto.

Nos falta compreender o que seja a transitoriedade da vida.

Por isso, na grande maioria das vezes erramos...

Ps: Ontem minha net não estava lá grande coisa, só consegui postar hoje... Desculpem!

Dicionário masculino e feminino

Trato é trato

Cobranças


Alguém ainda acredita em I"ll be there for you do Bon jovi? Acompanhe a postagem ouvindo a música...



Temos a necessidade de acreditar em mentiras, principalmente quando nos referimos a relacionamentos amorosos, existe uma grande variedade de letras de músicas que utilizam a expressão “Eu estarei lá”, acabamos ouvindo múltiplas vezes essas melodias para esquecer que o outro não estará lá por nós. Vivemos trocando “gentilezas” em nosso convívio social, é uma cerveja que pagamos por cortesia, um objeto que emprestamos para o vizinho, uma carona na saída do trabalho, enfim, sempre que fazemos um favor esperamos trocá-lo por um benefício futuro. Podemos não recebê-lo de imediato, mais acabamos esperando que aconteça em algum momento, seja uma necessidade ou por livre espontânea vontade, o recebimento geralmente não acontece é lúdico, acaba caindo na prática na nossa generosidade.
Em um casal, o desfecho geralmente é outro. O interesse que declaramos sem nenhuma vergonha a outras pessoas é escondido por uma suposta generosidade abnegativa. Quando ajudamos o outro seja qual for a situação, temos o acanhamento de admitir, mas  ao fazer tudo isso esperamos,  sim, algo em troca. Precisamos começar a cobrar abertamente, dizer tudo logo de cara do que ficar se fingindo de controlado e fazendo sem perceber por tudo aquilo que nós oferecemos tão bem enquanto o outro não. O fato é que não resistimos e esporadicamente abrimos a boca, esquecemos da nossa maravilhosa pose de bondade e, pronto, despejamos todas as nossas perspectivas, exigências e interesses em cima do outro. Normalmente, o outro nem faz idéia pelo que está sendo tomado!
Andar junto é como estar vendados ou nadar de olhos fechados. Nunca sabemos realmente se tem alguém ao nosso lado, como na cena do filme Wall-e quando ele fica protegendo a robô Eva, a diferença é que ele sempre esteve lá! Com medo de enxergar, nesse exato momento, que o outro não está tão perto assim, fechamos bem os olhos e confiamos em nossos instrumentos de navegação. A incerteza da distância é muito mais confortável do que a real visão do posicionamento. É de olhos fechados que ouvimos e dizemos: “Eu estarei lá”. O outro nunca aqui, nós nunca estivemos lá, por isso sempre conjugamos o verbo no futuro. Nossa presença é somente uma promessa. E você quando vai começar a ver?




Por que homens e mulheres choram?



Homem chora????

Os homens desejam mulheres que não existem...

Está na moda - muitas mulheres ficam em acrobáticas posições ginecológicas para raspar os pêlos pubianos nos salões de beleza. Ficam penduradas em paus-de-arara e, depois, saem felizes com apenas um canteirinho de cabelos, como um jardinzinho estreito, a vereda indicativa de um desejo inofensivo e não mais as agressivas florestas que podem nos assustar. Parecem uns bigodinhos verticais que (oh, céus!...) me fazem pensar em... Hitler. 

Silicone, pêlos dourados, bumbuns malhados, tudo para agradar aos consumidores do mercado sexual. Olho as revistas povoadas de mulheres lindas... e sinto uma leve depressão, me sinto mais só, diante de tanta oferta impossível. Vejo que no Brasil o feminismo se vulgarizou numa liberdade de "objetos", produziu mulheres livres como coisas, livres como produtos perfeitos para o prazer. A concorrência é grande para um mercado com poucos consumidores, pois há muito mais mulher que homens na praça (e-mails indignados virão...) Talvez este artigo seja moralista, talvez as uvas da inveja estejam verdes, mas eu olho as revistas de mulher nua e só vejo paisagens; não vejo pessoas com defeitos, medos. Só vejo meninas oferecendo a doçura total, todas competindo no mercado, em contorções eróticas desesperadas porque não têm mais o que mostrar. Nunca as mulheres foram tão nuas no Brasil; já expuseram o corpo todo, mucosas, vagina, ânus.

O que falta? Órgãos internos? Que querem essas mulheres? Querem acabar com nossos lares? Querem nos humilhar com sua beleza inconquistável? Muitas têm boquinhas tímidas, algumas sugerem um susto de virgens, outras fazem cara de zangadas, ferozes gatas, mas todas nos olham dentro dos olhos como se dissessem: "Venham... eu estou sempre pronta, sempre alegre, sempre excitada, eu independo de carícias, de romance!..."

Sugerem uma mistura de menina com vampira, de doçura com loucura e todas ostentam uma falsa tesão devoradora. Elas querem dinheiro, claro, marido, lugar social, respeito, mas posam como imaginam que os homens as querem. Ostentam um desejo que não têm e posam como se fossem apenas corpos sem vida interior, de modo a não incomodar com chateações os homens que as consomem.

A pessoa delas não tem mais um corpo; o corpo é que tem uma pessoa, frágil, tênue, morando dentro dele. Mas, que nos prometem essas mulheres virtuais? Um orgasmo infinito? Elas figuram ser odaliscas de um paraíso de mercado, último andar de uma torre que os homens atingiriam depois de suas Ferraris, seus Armanis, ouros e sucesso; elas são o coroamento de um narcisismo yuppie, são as 11 mil virgens de um paraíso para executivos. E o problema continua: como abordar mulheres que parecem paisagens?

Outro dia vi a modelo Daniela Cicarelli na TV. Vocês já viram essa moça? É a coisa mais linda do mundo, tem uma esfuziante simpatia, risonha, democrática, perfeita, a imensa boca rósea, os "olhos de esmeralda nadando em leite" (quem escreveu isso?), cabelos de ouro seco, seios bíblicos, como uma imensa flor de prazeres. Olho-a de minha solidão e me pergunto: "Onde está a Daniela no meio desses tesouros perfeitos? Onde está ela?" Ela deve ficar perplexa diante da própria beleza, aprisionada em seu destino de sedutora, talvez até com um vago ciúme de seu próprio corpo. Daniela é tão linda que tenho vontade de dizer: "Seja feia..."

Queremos percorrer as mulheres virtuais, visitá-las, mas, como conversar com elas? Com quem? Onde estão elas? Tanta oferta sexual me angustia, me dá a certeza de que nosso sexo é programado por outros, por indústrias masturbatórias, nos provocando desejo para me vender satisfação. É pela dificuldade de realizar esse sonho masculino que essas moças existem, realmente. Elas existem, para além do limbo gráfico das revistas. O contato com elas revela meninas inseguras, ou doces, espertas ou bobas mas, se elas pudessem expressar seus reais desejos, não estariam nas revistas sexy, pois não há mercado para mulheres amando maridos, cozinhando felizes, aspirando por namoros ternos. Nas revistas, são tão perfeitas que parecem dispensar parceiros, estão tão nuas que parecem namoradas de si mesmas. Mas, na verdade, elas querem amar e ser amadas, embora tenham de ralar nos haréns virtuais inventados pelos machos. Elas têm de fingir que não são reais, pois ninguém quer ser real hoje em dia - foi uma decepção quando a Tiazinha se revelou ótima dona de casa na Casa dos Artistas, limpando tudo numa faxina compulsiva.

Infelizmente, é impossível tê-las, porque, na tecnologia da gostosura, elas se artificializam cada vez mais, como carros de luxo se aperfeiçoando a cada ano. A cada mutação erótica, elas ficam mais inatingíveis no mundo real. Por isso, com a crise econômica, o grande sucesso são as meninas belas e saradas, enchendo os sites eróticos da internet ou nas saunas relax for men, essa réplica moderna dos haréns árabes. Essas lindas mulheres são pagas para não existir, pagas para serem um sonho impalpável, pagas para serem uma ilusão. Vi um anúncio de boneca inflável que sintetizava o desejo impossível do homem de mercado: ter mulheres que não existam... O anúncio tinha o slogan em baixo: "She needs no food nor stupid conversation." Essa é a utopia masculina: satisfação plena sem sofrimento ou realidade.

A democracia de massas, mesclada ao subdesenvolvimento cultural, parece "libertar" as mulheres. Ilusão à toa. A "libertação da mulher" numa sociedade ignorante como a nossa deu nisso: superobjetos se pensando livres, mas aprisionadas numa exterioridade corporal que apenas esconde pobres meninas famintas de amor e dinheiro. A liberdade de mercado produziu um estranho e falso "mercado da liberdade". É isso aí. E ao fechar este texto, me assalta a dúvida: estou sendo hipócrita e com inveja do erotismo do século 21? Será que fui apenas barrado do baile?
 



Visão feminina sobre o mundo


Os gêneros femininos e masculinos são bem diferentes, todos sabem disso. Além das diferenças anatômicas eternas e dos caracteres sexuais, sabemos também que existem várias outras diferenças sutis como a forma que enxergamos o mundo que nos cerca. Como mulher desde 27 de outubro de 1984, posso mostrar um pouquinho sobre o prisma mulheril de processar tudo que nos rodeia...
Dias: Dividimos o dia que viveremos em duas faces, que são: 1) a vida social e/ou profissional (que inclui obrigações diárias e formalidades) e 2) a vida particular (que inclui a sua aparência, seu emocional e seu intelectual).

Noites: A noite tem três utilidades para as mulheres: 1) dormir bem, pois dormir deixa a gente mais bonita, 2) namorar muuuuito ou 3) cair na balada para desestressar e arranjar um paquera.

Pessoas: Existem três tipos de pessoas: as que amamos, as que odiamos e as que nem cheiram e nem fedem. Fazemos tudo para agradar e proteger as que amamos, tramamos e batalhamos para destruir as que odiamos e ignoramos as que não cheiram nem fedem.

Homens: Existem três tipos de homens: os LINDOS, os RICOS e os que NÃO INTERESSAM.

Crianças: São liiiiiiiiiindas... Até que comecem a berrar e a aprontar.

Adolescentes: Só prestam se forem nossos filhos.

Dinheiro: ESSENCIAL!!!

Carro: EU DIRIJO!!! Independência modo/on! As mulheres provam que são mais cuidadosas no trânsito do que os homens. A prova disso é que o seguro de vida da mulher é mais barato que o do homem.

Bebidas Alcoólicas: Bom para descontrair, soltar, animar, fazer um charme e afogar as mágoas.

Sapato: Salto alto pra arrasar e rasteirinha para descansar.

Amor: Nossa fraqueza.

Ódio: Nossa força. (Já ouviu a frase "não existe coisa mais perigosa que uma mulher com rancor")

Amizade: A maioria é falsa, mas quando encontra uma amiga verdadeira, só a morte separa! (ou um homem!)

Roupas: Arma de sedução!

Lingerie: Up na auto-estima ou arma fatal de sedução.

Comida: Tentação e tortura.

Chocolate: Melhor remédio para a TPM, também dá um Up na auto-estima...

Flores: Pedido de desculpas, geralmente só os cafas mandam flores...

Choro: Arma fundamental para desestabilizar os homens.

Amigos do Namorado: Cambada de vagabundo e má-influência, podem ser perigosos...

Amigas do Namorado: VADIAS!!! Vamos concordar não existe amizade entre sexos opostos, algum tipo de interessa há, pode não ser declarado ou em alguns casos já houve.

Bolsa: Companheira eterna!

TPM: Desculpinha pra dar uns chiliques.

Sogra: PRAGA!

Sogro: Esse é o cara!

Espelho retrovisor: Serve para retocar o rímel.

 
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